Publicado em 04/09/2026
A Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF) promoveu reuniões de alinhamento com representantes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) sobre a implementação dos programas de Mestrado Interinstitucional (Minter), aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
O encontro com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ainda será realizado. As tratativas integram o planejamento para ampliar a oferta de formação stricto sensu a magistrados e servidores que atuam nas regiões Norte, Noroeste, Jequitinhonha e Vale do Aço.
A diretora executiva da Diretoria de Desenvolvimento de Pessoas (DIRDEP), Ana Paula Andrade Prosdocimi, explicou que as tratativas têm avançado em aspectos estruturais necessários à viabilização dos cursos.
“As reuniões têm abordado principalmente o cronograma, o processo seletivo, a preparação dos(as) candidatos(as), a organização acadêmica e operacional e o desenvolvimento de iniciativas preparatórias, como workshops, curso de metodologia e formação de grupos de pesquisa”, afirmou.
Segundo ela, o modelo de contratação com as instituições parceiras ainda está em definição. A proposta da EJEF é firmar contratos administrativos para a prestação de serviços educacionais.
Os próximos passos envolvem a formalização dessas contratações pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e, na sequência, o estabelecimento dos cronogramas acadêmicos e a publicação dos editais de seleção. A previsão é de que as turmas iniciem as atividades acadêmicas em março de 2027.
Interiorização da formação de excelência
O 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e superintendente da EJEF, desembargador Manoel dos Reis Morais, avaliou que os mestrados representam um movimento estratégico de democratização do acesso à qualificação no Poder Judiciário mineiro.
“Historicamente, a pós-graduação stricto sensu concentrou-se nos grandes centros, o que impôs, sobretudo aos magistrados e servidores que atuam no interior, um ônus adicional para a busca de qualificação acadêmica, com a necessidade de deslocamentos, custos e, muitas vezes, afastamento da comarca”, observou.

O magistrado destacou que levar os programas diretamente ao Norte, Noroeste, Jequitinhonha e Vale do Aço significa reconhecer que a qualidade da prestação jurisdicional não pode estar condicionada à localização geográfica de quem a exerce.
“Trata-se de fortalecer a Justiça exatamente onde ela mais precisa de aporte técnico-científico, valorizando quem atua nessas regiões e aproximando a produção de conhecimento jurídico das realidades locais, com suas particularidades sociais, econômicas e culturais”, afirmou.
O compromisso da atual gestão é concretizar o projeto.
“Estamos trabalhando para que os editais sejam publicados dentro do cronograma estabelecido, cumprindo todas as etapas de parceria institucional, credenciamento e estruturação pedagógica necessárias para que o início das aulas em 2027 seja uma data efetiva, e não uma projeção especulativa”, garantiu o desembargador Manoel.
A expectativa é atender um público de mais de 2.100 profissionais do TJMG entre os projetos, com o suporte da Biblioteca Digital da EJEF — que conta com mais de 15 mil obras —, de laboratórios de informática, de estúdios de vídeo e do acervo físico das universidades parceiras.
Participantes das reuniões
A Escola Judicial foi representada pelo desembargador Manoel dos Reis Morais, 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da EJEF; desembargador Enéias Xavier Gomes, superintendente-adjunto da EJEF; Aline Damasceno Pereira de Sena, juíza auxiliar da 2ª Vice-Presidência; Ana Paula Andrade Prosdocimi, diretora executiva da Diretoria de Desenvolvimento de Pessoas (DIRDEP); e Inah Maria Szerman Rezende, gerente da Gerência de Planejamento e Desenvolvimento Pedagógico (GEPED).
Pela UFOP, estiveram presentes o professor Dr. Luís Flávio Sapori, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS); o professor Martinho Campolina Rebello Horta, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação; e Rosamaria Menegaz, analista da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.
A PUC-Minas foi representada pela professora Paula Cristina Cardoso Mendonça, pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação; e pelo assistente administrativo Eduardo Curtiss dos Santos.













