Publicado em 23/09/2026
A Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF) promoveu, nos dias 15 e 18 de setembro, nas comarcas de Uberaba e Uberlândia, o workshop “Assédio, Discriminação e Seus Impactos na Saúde Mental do Servidor”. A iniciativa abordou estratégias de identificação, prevenção e enfrentamento de situações de assédio e discriminação no ambiente de trabalho.
Realizada presencialmente, com transmissão ao vivo pelo canal da EJEF no YouTube. a ação educacional reuniu magistrados, gestores, assessores, servidores, estagiários, jovens aprendizes e colaboradores terceirizados. A programação buscou ampliar a conscientização sobre o tema e contribuir para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável, respeitoso e seguro.
A programação incluiu palestra magna, discussão dirigida de casos concretos e debate para esclarecimento de dúvidas. A formação foi conduzida pelos docentes Ary Macedo Júnior, médico e membro da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e de todas as formas de Discriminação (COASSED); Maria Isabel Fleck, juíza de Direito e presidente da COASSED em 1º Grau de Jurisdição; Rachel Cristina Silva Viégas, juíza de Direito e integrante da COASSED; e Sheila Augusta Ferreira Fernandes Salomé, psicóloga do TJMG.
Durante a abertura, Maria Isabel Fleck cumprimentou os participantes presentes e aqueles que acompanhavam a programação pela transmissão ao vivo. “Temos muita informação a passar e muito a acolher”, afirmou.

A magistrada ressaltou a importância da participação do público e destacou a relevância do tema para a instituição.
O juiz Armando Domingues Ventura Júnior, da 1ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Uberlândia, abordou a relação entre o ambiente de trabalho, a qualidade de vida e a saúde mental.
“A maneira como somos tratados e como tratamos as pessoas com quem trabalhamos tem uma importância enorme na nossa qualidade de vida e na nossa saúde mental”, declarou.
O magistrado também diferenciou a cobrança legítima por resultados de práticas de assédio. “Cobrar trabalho e resultados faz parte da gestão. Exigir responsabilidade faz parte da vida profissional. Assédio é outra coisa”, explicou.
Segundo ele, compreender essa diferença é fundamental tanto para gestores quanto para os integrantes das equipes.

Armando ressaltou ainda que o combate à discriminação “reafirma algo que deve estar na essência do Poder Judiciário: o respeito à dignidade humana e à igualdade”.
Conhecimento como instrumento de prevenção
A juíza Rachel Cristina Silva Viégas enfatizou a necessidade de compreensão do conceito de assédio moral para além da definição teórica.
“Precisamos conhecer para prevenir, para, eventualmente, se estivermos sendo vítimas de assédio, e até mesmo para ajudarmos aquela pessoa que está sendo assediada, para abrirmos os olhos dela e também oferecermos ajuda”, completou.
Segundo o juiz Armando, a ação educacional convida os participantes a refletirem sobre suas próprias condutas.
“A formação nos convida não apenas a conhecer normas e conceitos, mas também a olhar para as nossas próprias atitudes, para a maneira como lidamos, como cobramos, como ouvimos e como nos relacionamos uns com os outros”, observou.

O magistrado encerrou sua participação destacando que a construção de um ambiente de trabalho saudável é um compromisso diário.
“Que possamos sair daqui não apenas com mais conhecimento, mas também com mais consciência de que o ambiente de trabalho saudável se constrói diariamente, com respeito, diálogo, responsabilidade e empatia”, finalizou.
A ação também foi realizada na comarca de Araxá, em 16 de setembro, e ainda terá acontecerá em Lagoa Santa no dia 24. A iniciativa integra o esforço institucional da EJEF para promover um ambiente laboral saudável e harmonioso no Poder Judiciário mineiro.
Mesa de honra
Compuseram as mesas de honra de abertura a juíza de Direito e diretora do Foro da Comarca de Uberaba, Cíntia Fonseca Nunes Junqueira de Moraes; a juíza de Direito e presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e de todas as formas de Discriminação (COASSED) em 1º Grau de Jurisdição, Maria Isabel Fleck; a juíza de Direito e integrante da COASSED, Rachel Cristina Silva Viégas; o juiz de Direito da 1ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Uberlândia, Armando Domingues Ventura Júnior, que representou a juíza de Direito e diretora do Foro da Comarca de Uberlândia, Maria Elisa Taglialegna; o médico especialista em Medicina do Trabalho do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) e integrante da COASSED, Ary Macedo Júnior; e a psicóloga judicial do TJMG, especialista em atendimento integral à família, mediadora de conflitos e integrante da COASSED, Sheila Augusta Ferreira Fernandes Salomé.













