Publicado em 08/07/2026
A Comissão Própria de Avaliação (CPA) da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF) inicia, nesta quarta-feira (8/7), a coleta de dados da Autoavaliação Institucional de 2026. Alunos, professores, coordenadores e técnicos-administrativos dos cursos de pós-graduação poderão responder ao questionário eletrônico até 20 de julho. A ação, realizada bienalmente, tem como objetivo registrar a percepção da comunidade acadêmica para subsidiar a gestão e contribuir para a melhoria contínua da instituição.
Criada em cumprimento à Lei nº 10.861/04, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), a CPA foi implantada na EJEF em 2021, por meio da Portaria nº 148/2VP/2021.
“A CPA é um órgão colegiado autônomo, constituído por representantes da comunidade acadêmica”, explica Adriano da Silva Ribeiro, coordenador da comissão.
Segundo ele, a avaliação institucional compreende dois procedimentos: a autoavaliação, coordenada pela própria CPA, e a avaliação externa, realizada por comissões designadas pelo Sistema Estadual de Ensino.
“O processo busca identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria, subsidiando a gestão acadêmica e administrativa no estabelecimento de um ciclo de aperfeiçoamento contínuo”, afirma o coordenador.

Serão avaliados os cursos de pós-graduação em Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Público e Gestão Pública Judiciária. Os questionários reúnem perguntas fechadas, com categorias de resposta, e perguntas abertas, permitindo tanto a análise quantitativa quanto a coleta de sugestões e contribuições qualitativas.
A coleta de dados será realizada em julho de 2026, e os resultados apresentados a partir de setembro. Os relatórios de avaliação serão organizados periodicamente e disponibilizados no site da EJEF.
“A partir da autoavaliação institucional, a comissão coleta informações e analisa dados qualitativos e quantitativos em todos os eixos: planejamento e avaliação institucional, desenvolvimento institucional, políticas acadêmicas, políticas de gestão institucional e infraestrutura”, detalha Adriano.
“Isso permite o acompanhamento e a constante melhoria da instituição de ensino EJEF na formação de agentes públicos”, continuou.
A composição da comissão foi atualizada pela Portaria nº 216/2VP/2025, de 18 de agosto de 2025. Atualmente, a CPA é formada por Adriano da Silva Ribeiro, coordenador e representante do corpo docente; pelo juiz de Direito Rodrigo Martins Faria, por Clarissa Carneiro Desmots e Daniel Geraldo Oliveira Santos, representantes do corpo docente; por Vanessa Soier e Thaís Freire Barbosa Carvalho, integrantes das secretarias de pós-graduação; e pela professora Renata Christiana Vieira Maia, membro da sociedade civil.
Atuação prática e melhorias implementadas
“A CPA divulga, no site da EJEF, os resultados da autoavaliação para a comunidade interna e externa. Também apresenta medidas para corrigir os pontos que demandam melhorias. Os relatórios das atividades indicarão ações propostas pela CPA para subsidiar o Plano de Melhoria da EJEF”, afirma o coordenador da comissão.
Na autoavaliação concluída em 2024, a CPA identificou que os alunos solicitaram o aprimoramento do Sistema de Gestão Acadêmica (SIGA) da pós-graduação. A demanda foi apresentada à EJEF, que vem implementando novas funcionalidades na plataforma e ferramentas de inteligência artificial, como o chatbot Jefinho.

A pesquisa bienal em curso representa uma nova etapa desse processo. Os links de acesso aos formulários serão enviados a discentes, docentes, coordenadores e equipe técnica dos cursos de pós-graduação realizados pela EJEF nos últimos dois anos. A participação da comunidade é voluntária, e as respostas são anônimas.
Conforme explica a CPA, o processo avaliativo não se limita a diagnosticar problemas. “O questionário elaborado pela comissão tem como missão registrar a opinião de alunos, professores e técnicos-administrativos, contribuindo para a melhoria contínua da EJEF e do TJMG”, afirma Adriano.
“Ele auxilia na construção de uma visão global da instituição, aferindo os anseios da comunidade acadêmica e da sociedade, e serve como ferramenta para a gestão acadêmico-administrativa”, finalizou.













