Publicado em 23/03/2026
A Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF) promoveu, no dia 17 de março, em Belo Horizonte, a ação educacional “Multiplicadores(as) do eproc – Oficiais de Justiça – Turma 1/2026”, com o objetivo de preparar oficiais de justiça para atuar como agentes de apoio na transição para o sistema eproc, por meio da disseminação de boas práticas e do suporte aos colegas.
A formação, realizada nos laboratórios de informática da EJEF, reuniu 28 participantes indicados pela Corregedoria-Geral de Justiça e pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado de Minas Gerais (SINDOJUS) e abordou, entre outros temas, gestão de mandados, certificação, funcionalidades do sistema e orientações práticas para o uso do eproc.
A servidora do TJMG e docente da ação, Luciana França Saraiva, tratou dos desafios da capacitação em ambientes digitais e da proposta de apoio entre os próprios usuários.

“Os principais desafios na capacitação de oficiais de justiça estão no ambiente de treinamento e na modalidade a distância, pois, com pouca prática, o curso tende a se tornar mais expositivo. É no dia a dia que o oficial passa a perceber, de fato, as dúvidas e os problemas que surgem. A ação de multiplicadores do eproc busca criar uma rede de apoio entre os próprios oficiais, auxiliando nessa transição de sistema”, afirmou.
Ela também abordou a adaptação ao novo sistema e o papel da prática no processo de aprendizagem.
“É uma preocupação do nosso Tribunal, em conjunto com o SINDOJUS, tornar essa transição cada vez mais suave, pois, embora já utilizemos um sistema eletrônico — o PJe —, o eproc possui uma sistemática totalmente diferente. Esses desafios tecnológicos tendem a ser superados com a prática e o esclarecimento de dúvidas. A modalidade a distância não permite tanta prática, sendo mais expositiva; por isso, essa rede de apoio entre os próprios usuários vai facilitar muito o dia a dia — uma ajuda de oficial para oficial”, concluiu.

O colaborador do TJMG e docente, Roberto Mauro Martinho Pereira, apresentou a proposta pedagógica da formação e o papel dos participantes como referências em suas unidades.
“A proposta dos multiplicadores do eproc é que eles absorvam as informações essenciais — como o trâmite do mandado e o uso do sistema — para repassá-las aos colegas e atuar como referência para esclarecimento de dúvidas. Foram selecionados oficiais de diversas comarcas, que podem se tornar esse ponto de apoio, transmitindo o conhecimento adquirido e auxiliando os colegas à medida que surgirem dúvidas”, disse.
O diretor-geral do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado de Minas Gerais, Marcelo Lima Goulart, destacou a construção da iniciativa em parceria institucional e as expectativas quanto ao sistema.
“Essa ação nasceu de um alinhamento de propósitos entre a administração e o sindicato. Acreditamos — assim como o Tribunal — no potencial do eproc para revolucionar a prestação jurisdicional. Somos entusiastas do potencial do sistema para oferecer um serviço melhor à sociedade”, afirmou.

Marcelo Goulart falou ainda sobre a atuação dos participantes após a formação.
“Diante disso, nós, oficiais de justiça representados pelo SINDOJUS, oferecemos ao Tribunal, em forma de parceria, a formação de multiplicadores do eproc. Esses oficiais, vindos de diversas regiões de Minas Gerais, terão um curso mais aprofundado do que o básico oferecido a todos e atuarão auxiliando na implementação do eproc — tanto defendendo a ideia e o potencial do projeto quanto esclarecendo dúvidas técnicas dos colegas. É uma parceria que acredito ser muito exitosa, e agradecemos à administração e à EJEF por isso”, concluiu.
A ação educacional integra o Plano de Desenvolvimento Anual da EJEF para 2026 e prevê a formação de servidores com atuação descentralizada, voltada ao suporte diário nas comarcas. A proposta é fortalecer a comunicação interna e ampliar a autonomia dos usuários do sistema.

Está prevista, pela EJEF, a continuidade de ações voltadas à capacitação no sistema eletrônico, com novas turmas e aprofundamento dos conteúdos, conforme a demanda das unidades judiciais.





