Publicado em 11/03/2026
A Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF) realiza, desde 2 de março, o curso semipresencial “Direito e Economia: Indivíduos e Sociedade” — Turma 1/2026. Foram ofertadas 40 vagas para juízas e juízes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A formação, desenvolvida em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), ocorre de forma semipresencial e se estende até 30 de abril de 2026, com aulas presenciais na sede da EJEF, em Belo Horizonte. O objetivo é capacitar magistradas e magistrados a atuarem em temas que conectam o Direito à Economia, ampliando a compreensão dos efeitos econômicos das decisões judiciais.
O juiz de Direito Paulo Cézar Mourão Almeida, tutor da formação, enfatizou a relevância da interdisciplinaridade proposta pelo curso.
“Este é um curso muito profícuo, disponibilizado pela EJEF, pois trata do Direito, com o qual já estamos acostumados, mas também da Economia, estabelecendo uma ligação entre as duas áreas”, afirmou.
Para o magistrado, a formação contribui para que juízas e juízes desenvolvam uma visão sistêmica sobre os efeitos de suas decisões.
“O objetivo é capacitar esse público que, por vezes, não possui contato diário com a Economia, proporcionando uma visão global dos efeitos da decisão judicial”, completou. Segundo ele, o curso “tem auxiliado no desenvolvimento e na ampliação da visão dos magistrados como um todo”.
A professora da FGV Rio e formadora do curso, Juliana Bumachar, situou a iniciativa no contexto do debate jurídico contemporâneo.
“Acredito que o curso foi elaborado com o objetivo de promover o amplo debate sobre recentes decisões dos tribunais, trazendo uma rica troca de conhecimentos”, avaliou.

Além dos módulos já iniciados, a programação ainda prevê “Análise Econômica da Responsabilidade Civil”, com aula presencial em 17 de abril, e “Aspectos Contábeis e Tributários”, com encerramento em 24 de abril.
O corpo docente reúne professores da FGV Rio — Gustavo Kloh Muller, Ivo Teixeira Gico, Juliana Bumachar e Leonardo de Andrade Costa — e tutores do próprio TJMG.





