Publicado em 22/09/2026
A Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF) realizou nessa segunda-feira (21/09) reunião de benchmarking com representantes da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre gestão e preservação digital de documentos arquivísticos. Solicitado pela ALMG, o encontro teve como objetivo conhecer a experiência da Diretoria Executiva de Gestão da Informação Documental (DIRGED) na implantação e operação do Repositório Arquivístico Digital Confiável (RDC-Arq).
A reunião abordou temas relacionados à preservação digital, gestão de documentos eletrônicos, implantação e operação do RDC-Arq e integração entre as áreas de Arquivologia e Tecnologia da Informação. Também foram compartilhados os desafios encontrados ao longo da implantação e as soluções adotadas pelo Tribunal.
Durante o encontro, foram detalhados os fluxos de avaliação, seleção e recolhimento dos documentos ao ambiente de preservação, além da forma como o Barramento de Preservação (BarraPres) realiza a integração com o sistema produtor. A equipe da Gestão de Documentos da Segunda Instância, Eletrônicos e Permanentes (GEDOC) explicou como são definidos e relacionados os metadados necessários à preservação, os procedimentos de normalização dos dados e o controle dos pacotes submetidos ao RDC-Arq. A discussão também contemplou aspectos relacionados à cadeia de custódia, ao acesso aos documentos preservados e à necessidade de compatibilizar os recursos tecnológicos disponíveis com os requisitos da gestão arquivística.
“Ter vocês aqui ao lado dá uma certa segurança para a gente. (…) Vocês são um caso de sucesso. Quero deixar meus parabéns para toda a equipe”, destacou Welder Silva, gerente de Gestão Arquivística da ALMG, ao reconhecer a experiência do TJMG e o trabalho desenvolvido pela GEDOC na área de preservação digital.

Preservação digital
A implantação do RDC-Arq integra a política de gestão documental e preservação digital do TJMG e busca assegurar que os documentos arquivísticos digitais sejam mantidos íntegros, autênticos e acessíveis a longo prazo, contribuindo para a preservação da memória institucional.
A infraestrutura de preservação foi estruturada no contexto do projeto de pesquisa “Preservação do Acervo Arquivístico Digital do TJMG”, desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). A iniciativa utiliza o Modelo Hipátia, solução baseada em softwares livres que automatiza a coleta e o empacotamento de documentos e metadados, contribuindo para a manutenção da integridade da cadeia de custódia.
Em julho deste ano, o TJMG realizou o primeiro recolhimento de processos judiciais de guarda permanente ao RDC-Arq. A iniciativa teve início com processos produzidos e tramitados no sistema Projudi e representa uma etapa importante na consolidação dos fluxos de preservação digital do Tribunal.
Integração entre áreas
Durante o encontro, foram apresentados aspectos técnicos e metodológicos relacionados à implantação do RDC-Arq, incluindo a necessidade de integração entre as áreas responsáveis pela gestão documental e pela Tecnologia da Informação.
A experiência demonstrou que a preservação de documentos digitais envolve não apenas a adoção de uma solução tecnológica, mas também a definição de processos, responsabilidades e fluxos de trabalho capazes de garantir a preservação do acervo ao longo do tempo.

Diante desse cenário, a atuação integrada das equipes permite enfrentar desafios técnicos e institucionais e estruturar uma infraestrutura com capacidade de expansão para diferentes sistemas produtores de documentos.
Intercâmbio de conhecimentos
Além de conhecer a experiência da DIRGED, a reunião possibilitou o diálogo sobre alternativas tecnológicas e metodológicas que podem ser consideradas pela ALMG em suas futuras iniciativas na área.

Ao longo da reunião, os participantes também discutiram diferentes possibilidades de integração entre sistemas produtores e o repositório de preservação, considerando as particularidades da infraestrutura tecnológica de cada instituição. A experiência apresentada pelo TJMG evidenciou que os fluxos de preservação precisam ser planejados de acordo com a realidade dos sistemas existentes, com definição prévia de metadados, responsabilidades e procedimentos de avaliação.
A troca de experiências entre as instituições contribuiu para o compartilhamento de conhecimentos, dúvidas e soluções, além de ampliar as perspectivas para o desenvolvimento dos projetos de preservação digital da ALMG e para o aprimoramento das estratégias de gestão e preservação de documentos arquivísticos digitais.

Participaram da reunião representantes da DIRGED e da ALMG. Pela DIRGED, integraram a equipe Giselle Cesário, gerente da Gerência de Arquivo e Gestão Documental da 2ª Instância, de Documentos Eletrônicos e Permanentes (GEDOC); Bárbara Wacha, coordenadora da Coordenação de Gestão de Documentos Eletrônicos (COGEDE); e os arquivistas da COGEDE, Nádia Devaki e Mateus Sonegheti. Pela ALMG, participaram Nilson Prata, Leonardo Nocchi, Marília Câmara, Welder Silva, Vitor Pereira, Vinícius Nardis e Suellen Alves, além de outros representantes da instituição.












