Publicado em 21/03/2025.
A Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF) promoveu, nos dias 20 e 21 de março, uma ação educacional voltada para bibliotecários de instituições públicas do Poder Judiciário nacional e demais interessados. A formação, realizada a distância com transmissão ao vivo pelo canal da EJEF no YouTube, tem como objetivo capacitar os participantes a gerenciar e modernizar bibliotecas jurídicas, promovendo a preservação da memória institucional e o acesso à informação confiável. A iniciativa busca fortalecer a Rede Nacional de Bibliotecas Judiciárias, integrando tecnologia e inovação sem comprometer a integridade das fontes de informação.
Compuseram a mesa de honra de abertura a Desembargadora Âmalin Aziz Sant’ana, membro do Comitê Técnico da EJEF, representando o Desembargador Saulo Versiani Penna, 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da EJEF; Dr. Carlos Alexandre Böttcher, juiz de direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) e coordenador dos Subcomitês de Memória e Capacitação do Comitê do Proname do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e coordenador da rede BIBLIOMEMOJUS; e o Dr. Thiago Israel Simões Doro Pereira, diretor executivo da Diretoria de Gestão da Informação Documental (Dirged) e membro do Comitê Organizador do III ENABIJUD.
A Desembargadora Âmalin Aziz Sant’ana enfatizou a relevância do evento, lendo uma mensagem do Desembargador Saulo Versiani Penna: “É uma honra para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por meio da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes, ser anfitrião deste evento que se consolidou como essencial para o intercâmbio de conhecimentos, experiências e inovações no campo das bibliotecas judiciárias”. Ela mencionou que o tema da formação, “Da Inteligência Humana à Artificial: A Transformação das Bibliotecas Jurídicas na Defesa da Informação Confiável”, reflete os desafios atuais de garantir a precisão e a integridade da informação no Judiciário.
Dr. Carlos Alexandre Böttcher, coordenador da rede BIBLIOMEMOJUS, recordou a trajetória da rede, que nasceu em 2022 com o objetivo de fortalecer as bibliotecas do Poder Judiciário. “Nós estamos falando de menos de três anos, mas vejam quanto já conseguimos avançar”, observou, frisando que o trabalho colaborativo e a troca de experiências são fundamentais para maximizar o trabalho dos bibliotecários. Ele também chamou a atenção para a importância de discutir propostas para os planos de ação dos próximos anos, envolvendo todos os participantes na construção coletiva dessas estratégias.
Dr. Thiago Israel Simões Doro Pereira, diretor executivo da Dirged, agradeceu a todos os envolvidos na organização da ação educacional e comentou sobre o desafio de realizar um evento online. “Estamos muito felizes em sediar esse evento, que reúne profissionais comprometidos com o futuro das bibliotecas. É um momento muito importante para nós, para a nossa profissão. Por isso, agradeço a confiança da rede em nos autorizar a realizar esse evento”, expressou. Ele também convidou os participantes para a edição presencial do evento, que ocorrerá em Belo Horizonte em 2026.
A palestra magna foi ministrada pelo professor Dr. Carlos Alberto Ávila Araújo, da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que abordou a importância da integridade da informação em tempos de desinformação e inteligência artificial. “Estamos vivendo momentos de grandes problemas relacionados, justamente, à informação, à ampla circulação de informação falsa. Ou, para usar os termos que estão no nome deste evento, de informação não confiável”, explicou o docente, reiterando que, em tempos como esses, é essencial ter espaços para discussões dessa magnitude. “Problemas informacionais afetam a saúde, afetam a ciência, afetam a cultura, a educação, e eles afetam as questões de execução do Poder Judiciário”, concluiu.
Ao final da formação, espera-se que os participantes estejam capacitados a reconhecer formas de gerenciar e modernizar bibliotecas jurídicas, promovendo a inovação e o acesso à informação no Poder Judiciário. A ação educacional também visa fortalecer a rede colaborativa entre os profissionais, garantindo que as bibliotecas continuem a ser pilares essenciais para a preservação da memória institucional e a disseminação do conhecimento jurídico.