Publicado em 18/03/2025.
Na manhã desta segunda-feira, 17, teve início a ação educacional Formação de Formadores – FOFO, realizada pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), em Belo Horizonte. A formação, que segue até o dia 26 de março, tem o objetivo de capacitar magistrados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para atuarem como orientadores de juízes em processo de vitaliciamento e na segunda turma do 14º Curso de Formação Inicial de Juízes Substitutos. A iniciativa visa fortalecer as práticas pedagógicas e avaliativas alinhadas às diretrizes da Escola Nacional de Formação de Magistrados (Enfam) e da Ejef.
Compuseram a mesa de honra de abertura o Desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima, 3º vice-presidente do TJMG, representando o Desembargador Saulo Versiani Penna, o 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef; Desembargadora Kárin Liliane Lima Emmerich Mendonça, vice-corregedora-geral de Justiça; Dr. Iácones Batista Vargas, diretor executivo da Diretoria de Desenvolvimento de Pessoas (Dirdep); Dr. Thiago Doro, diretor executivo da Diretoria de Gestão da Informação Documental (Dirged); e Acacia Zeneida Kuenzer, professora no Programa de Doutorado em Diversidade e Inclusão Social da Universidade Feevale e professora titular aposentada da Universidade Federal do Paraná (UFPR), docente na ação educacional.
O Desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima destacou a importância da formação para a construção de uma magistratura mais justa e equitativa. “Nós temos que aprender a construir decisões que, para além do cumprimento da legalidade, sejam o desfecho de uma causa com justiça, com equidade, com valoração dos princípios constitucionais”, afirmou. Ele também ressaltou a necessidade de os magistrados manterem a ética e a discrição no exercício da função: “Não podemos ser estrelas televisivas, não podemos criar, perante a nação, uma imagem de prepotência, de arrogância e de insensibilidade”.
A Desembargadora Kárin Liliane Lima Emmerich Mendonça reforçou o papel dos formadores na construção de um futuro mais promissor para a magistratura. “Está na mão de cada um dos senhores, na mão de cada uma das senhoras, na nossa responsabilidade: trabalhar para que esse futuro seja realmente de alegria, de conquistas”, disse. Ela também destacou a importância da troca de experiências entre magistrados veteranos e iniciantes: “A sua participação nesse processo não apenas enriquece o aprendizado dos magistrados em início de carreira, mas também fortalece o nosso Judiciário como um todo”.

Dr. Iácones Batista Vargas lembrou a trajetória da escola judicial e sua relevância na formação de magistrados. “Completaremos, neste ano, 48 anos de Ejef, e essa data é muito emblemática. A criação da Ejef representa o nascimento de uma instituição que se consolidou como escola de governo, graças ao trabalho de grandes parceiros, como a professora Acácia Zeneida Kuenzer, que consideramos a madrinha da escola judicial”, afirmou. O diretor também enfatizou que a Ejef alcançou seu status atual por meio de uma parceria entre equipes pedagógicas e colaboradores dedicados, como a professora docente do FOFO, cuja contribuição foi fundamental para o desenvolvimento da instituição.
A docente Acacia Zeneida Kuenzer, por sua vez, compartilhou sua experiência de mais de cinco décadas dedicadas à educação e à formação de magistrados. “Formar juízes e professores neste país é uma missão”, disse. Ela ressaltou que é importante que sejam preservados os valores éticos e humanos em um cenário marcado por egoísmo. “Hoje nós convivemos com a falta de ética, com o individualismo, com a competitividade, com a luta pelos interesses próprios, sem que haja projeto de formação integral humana”, afirmou.
Ao final da ação educacional, espera-se que os participantes estejam aptos a elaborar estratégias bem como a utilizar instrumentos e procedimentos inerentes às atividades avaliativas vinculadas à prática jurisdicional, contribuindo, assim, para a formação de juízes mais preparados, especialmente em virtude de seu alinhamento aos princípios éticos e constitucionais. A ação, que combina etapas presenciais e a distância, visa fortalecer o Judiciário mineiro e contribuir para a formação de uma magistratura mais justa e eficiente.